Crônica da Semana: Quando se sabe quase tudo
Já não se pode quase nada!
Vou procurar me explicar:
A gente nasce sem saber nada.
Entre um tombo e outro, aprende a andra.
E feito papagaio, acaba aprendendo a falar.
Passamos, então, À fase do aprendizado propriamente dito: escola, sociedade, disputas, encontros, desencontros.
Através de "ensaio e erro", de "cabeçadas", de "quedas e vitórias", chegamos a ter um conhecimento, alguma experiência, status de professor, com certo mérito até!
Tudo isso, dentro de um quadro relativo - em sociedades incultas ou cultas e excepcionalmente - avançadas!...
E, aí, descobrimos que o tempo passou e, com ele, nós também.
Quem leva em conta, o que conta um velho?
Fomos ultrapassados, atropelados pelo progresso da sociedade, em todos os sentidos. É tudo aquilo que chamamos ás vezes, de retrocesso, de loucuras do modernismo!
Acontece que o mundo não pára, para que possamos descer e andar mais devagar, como queremos. Ele também tem pressa em chegar logo, mesmo que seja o lugar errado, ou inesperado!
E vamos com ele, "na marra", quase sempre!
Queremos ensinar aos jovens tudo que aprendemos a duras penas, quebrando a cabeça, caindo e levantando. Insistimos em Dra lições e exemplos e conselhos e seguestões.
Em vão!
Ninguém acredita no ontem, no já era, no antigamente! E nós somos tudo isso, dizem eles.
Embora o futuro a Deus pertença, os jovens acham que ele é só deles e de mais ninguém.
E concluindo, eu volto a dizer...
-Quando se sabe quase tudo, já não se pode quase nada!
Esta crônica é herança de João José Corrêa (Dedé Corrêa), a toda população santa-cruzense.
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